Com isolamento, morte em CGR por acidente atinge o menor número em 10 anos - Caarapó Online

Caarapó - MS, quarta-feira, 28 de outubro de 2020


Com isolamento, morte em CGR por acidente atinge o menor número em 10 anos

Número de acidentados atendidos no pronto-socorro da Santa Casa caiu 15,8% em abril

Publicado em: 01/05/2020 às 06h43

Jones Mario

Nos primeiros 20 dias de março, anteriores ao período de deflagração de medidas restritivas à circulação de pessoas e atividades econômicas para enfrentar a pandemia de novo coronavírus, a área urbana de Campo Grande (MS) teve um acidente de trânsito a cada 46 minutos, média de 31 por dia. De 21 de março até a última segunda-feira (27.04), em meio a apelos por isolamento social, a Capital testemunhou um acidente a cada 1 hora e 48 minutos - 13 ocorrências diárias.


O primeiro quadrimestre de 2020, que termina hoje, promete ser o menos mortal no trânsito em dez anos. Até agora, foram registrados 19 óbitos em decorrência de acidentes nas ruas e avenidas da Capital - 9 a menos que em igual período do ano passado e menos da metade das 42 mortes identificadas em 2014, recorde da década para os primeiros quatro meses do ano.


Os números são de balanço do BPTran (Batalhão de Polícia Militar de Trânsito), cujo comandante, tenente-coronel Franco Alan Amorim, aponta os reflexos positivos da queda. Conforme a assessoria de imprensa da casa de saúde, 281 pacientes de traumas no trânsito foram atendidos neste mês, contra 334 entre 1º e 20 de abril de 2019.


Comparativo 
- Nas duas semanas em que as medidas restritivas foram mais duras na Capital, com comércio fechado, ônibus reduzidos e dias com toque de recolher a partir das 20h - entre o fim de março e o começo de abril -, a média de acidentes por dia foi a 11. O maior pico ocorreu em uma quinta-feira de abril (02.04), com 18 acidentes.

Da retomada gradual das atividades econômicas e sociais, a partir da segunda semana de abril, até segunda-feira (27.04), a média de acidentes já sobe para 15. No período, picos de 21 ocorrências foram detectados quatro vezes.


Os dados também desenham a importância do toque de recolher durante a pandemia.
Sem nada liberado de 0h às 5h, menos pessoas se envolvem em acidentes e assim os serviços de pronto atendimento médico esvaziam.


Frota - Segundo o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito), a Capital tem 597 mil veículos, do quais 308 mil são automóveis e 133 mil, motocicletas.